SP Escola de Teatro CEPECA (USP)
Protocolo da aula dia 16/09/2010
Elaborado por: Jó Bichara
Mais uma Quinta-Feira e conosco Edu de Paula e sua pesquisa “O Ator no Olho do Furacão”, o dia estava gostoso e pra esquentar todos nos reunimos num agradável bate-papo “profissional” [espetáculos, escolas, técnicas, Stanislavski, Grotowski, Barba e esclarecimento de dúvidas], após, partimos para o treinamento onde iniciamos uma caminhada pelo espaço, algumas condições foram propostas, ou seja, passamos a realizar tal caminhada pelo espaço em uma escala que ia de 0 a 10 (10 é considerado o centro do furacão, um lugar calmo, quente), isso ao mesmo tempo é um ponto de partida e um ponto de chegada, com isso fomos observando aspectos como freqüência; espaço; direção; velocidade e intensidade e mais tarde fomos experimentando também aspectos de temperatura, ou seja, aliamos o exercício a temperaturas como aragem, brisa, garoa, chuva, tempestade e ventania, todas essas metáforas formaram o conjunto da nossa investigação.
Mais adiante, espalhados pela sala, fomos orientados a encontrar um colega através do olhar e com isso estabelecermos uma relação através de palavras e mais adiante gestos, onde num primeiro momento de estabelecimento, caminhávamos em direção ao colega escolhido e com a ação de palavras dizíamos: Olá, tudo bem?, num segundo momento, caminhávamos em direção ao colega e com a ação de gestos estendíamos a mão para um cumprimento e num terceiro momento, utilizamo-nos do gesto de abraçar, munidos dessas opções e incorporando nosso deslocamento em escala, demos seqüência ao treinamento agora regido por deslocamento, aspectos, temperatura e relacionamento. Iniciávamos com a escolha da pessoa através do olhar, seguíamos nossa direção com a “velocidade” já pré escolhida e nos relacionávamos com a intenção também já pré escolhida e finalizávamos com a escolha de um lugar e um STOP (parada). Durante este exercício, executamos a retenção dos impulsos, uma análise para observar desenhos corporais, ou seja, parávamos repentinamente em certos momentos e olhávamos para os colegas e suas posturas. Mais tarde, utilizamos esse jogo e ou exercício em duplas, enquanto os demais apenas observavam.
Agora, no momento preciso, voltamos a trabalhar nossa “cena” final, apresentamos ao Edu e ao final dessa primeira apresentação tive a idéia de incorporar junto a cena uma seqüência baseada no exercício que acabávamos de fazer, onde num certo momento girávamos em torno da Sônia e tal giro se deslocava em escala, e conseguimos com isso aliar espaço, direção, velocidade, intensidade e temperatura.
“O que caracteriza o ator no início é a aquisição de um ethos. Ethos no sentido de comportamento cênico, isto é, técnica física e mental; e no sentido de ética de trabalho, de mentalidade modelada pelo ambiente humano no qual se desenvolve a aprendizagem.” (BARBA, 1993: 95) De acordo com este princípio, o ator deve desenvolver um comportamento pessoal face aos companheiros, ao trabalho e à arte desde o começo do seu caminho enquanto criador.
Mais uma vez apresentamos nossa cena com o que foi incorporado e ao final, Edu fez algumas sugestões e observações muito preciosas, onde todos atentos captaram e levaram pra si o que acharam de importante. Utilizamos uns dez minutos finais para decidir questões e aspectos administrativos e visuais da apresentação. Assim foi mais um dia de aula, se me permitem digo de passagem, aulas essas que são de um prazer enorme e de um aprendizado sem tamanho com pessoas especiais que vão desde o Profº Dr. Armando Sérgio, passam pelos orientadores professores do CEPECA e chegam ao carinho dos aprendizes Rodrigo, Rodolfo e Sônia que já carrego todos no coração.
Protocolo da aula dia 16/09/2010
Elaborado por: Jó Bichara
Mais uma Quinta-Feira e conosco Edu de Paula e sua pesquisa “O Ator no Olho do Furacão”, o dia estava gostoso e pra esquentar todos nos reunimos num agradável bate-papo “profissional” [espetáculos, escolas, técnicas, Stanislavski, Grotowski, Barba e esclarecimento de dúvidas], após, partimos para o treinamento onde iniciamos uma caminhada pelo espaço, algumas condições foram propostas, ou seja, passamos a realizar tal caminhada pelo espaço em uma escala que ia de 0 a 10 (10 é considerado o centro do furacão, um lugar calmo, quente), isso ao mesmo tempo é um ponto de partida e um ponto de chegada, com isso fomos observando aspectos como freqüência; espaço; direção; velocidade e intensidade e mais tarde fomos experimentando também aspectos de temperatura, ou seja, aliamos o exercício a temperaturas como aragem, brisa, garoa, chuva, tempestade e ventania, todas essas metáforas formaram o conjunto da nossa investigação.
Mais adiante, espalhados pela sala, fomos orientados a encontrar um colega através do olhar e com isso estabelecermos uma relação através de palavras e mais adiante gestos, onde num primeiro momento de estabelecimento, caminhávamos em direção ao colega escolhido e com a ação de palavras dizíamos: Olá, tudo bem?, num segundo momento, caminhávamos em direção ao colega e com a ação de gestos estendíamos a mão para um cumprimento e num terceiro momento, utilizamo-nos do gesto de abraçar, munidos dessas opções e incorporando nosso deslocamento em escala, demos seqüência ao treinamento agora regido por deslocamento, aspectos, temperatura e relacionamento. Iniciávamos com a escolha da pessoa através do olhar, seguíamos nossa direção com a “velocidade” já pré escolhida e nos relacionávamos com a intenção também já pré escolhida e finalizávamos com a escolha de um lugar e um STOP (parada). Durante este exercício, executamos a retenção dos impulsos, uma análise para observar desenhos corporais, ou seja, parávamos repentinamente em certos momentos e olhávamos para os colegas e suas posturas. Mais tarde, utilizamos esse jogo e ou exercício em duplas, enquanto os demais apenas observavam.
Agora, no momento preciso, voltamos a trabalhar nossa “cena” final, apresentamos ao Edu e ao final dessa primeira apresentação tive a idéia de incorporar junto a cena uma seqüência baseada no exercício que acabávamos de fazer, onde num certo momento girávamos em torno da Sônia e tal giro se deslocava em escala, e conseguimos com isso aliar espaço, direção, velocidade, intensidade e temperatura.
“O que caracteriza o ator no início é a aquisição de um ethos. Ethos no sentido de comportamento cênico, isto é, técnica física e mental; e no sentido de ética de trabalho, de mentalidade modelada pelo ambiente humano no qual se desenvolve a aprendizagem.” (BARBA, 1993: 95) De acordo com este princípio, o ator deve desenvolver um comportamento pessoal face aos companheiros, ao trabalho e à arte desde o começo do seu caminho enquanto criador.
Mais uma vez apresentamos nossa cena com o que foi incorporado e ao final, Edu fez algumas sugestões e observações muito preciosas, onde todos atentos captaram e levaram pra si o que acharam de importante. Utilizamos uns dez minutos finais para decidir questões e aspectos administrativos e visuais da apresentação. Assim foi mais um dia de aula, se me permitem digo de passagem, aulas essas que são de um prazer enorme e de um aprendizado sem tamanho com pessoas especiais que vão desde o Profº Dr. Armando Sérgio, passam pelos orientadores professores do CEPECA e chegam ao carinho dos aprendizes Rodrigo, Rodolfo e Sônia que já carrego todos no coração.
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