sábado, 4 de setembro de 2010

SP Escola de Teatro - CEPECA (USP) / Protocolo da aula do dia 02/09/2010

SP Escola de Teatro – CEPECA (USP)

Técnicas Convergentes na Criação Cênica do Ator


Protocolo da aula do dia 02/09/2010

Autor: Jó Bichara


Nossa aula de hoje foi conduzida pelos Professores/Orientadores: Carlos Eduardo (Cadú) e pela Débora Zamarioli e nosso “start” inicial da aula foi um trabalho no chão proposta pela Débora, imaginamos uma estrela do mar (como desenho) e trabalhamos pensando em seis “pontas” para condução, ou seja, membros (pés e mãos) e uma linha que puxava do cóccix à cabeça, com isso fizemos com que nossos corpos se esticassem ao máximo e ao encolher, também encolhíamos ao máximo indo pra posição fetal, sempre trabalhando com a consciência da respiração (inspira e abre, expira e fecha) e usando ambos os lados (direito e esquerdo), ao decorrer, começamos a aumentar esse movimento tirando o corpo do chão usando nossos apoios e voltando para o chão e por conseguinte fomos avançando para outros planos (baixo, médio e alto), dando seguimento, passamos a trabalhar no plano alto mas agora com tempo, onde num tempo de seis nos expandíamos ao máximo e mais seis para nos retrairmos ao máximo, depois num tempo de dois para expandir e seis para retrair. Nesse momento nosso sistema endócrino parece que estava a todo vapor, os hormônios vibravam. Após, passamos a trabalhar com formas de vogais (a; i; u) onde nosso corpo seguia uma flexibilidade da boca, a vogal “A” por exemplo da uma precisão de cima e baixo, a vogal “I” de direita e esquerda e a vogal “U” de frente e trás, nesse exercício nosso corpo todo respondia conforme a vogal pronunciada (muito interessante – nosso corpo cênico).
Seguindo adiante, Cadú iniciou um processo de respiração, num momento em que utilizamos da respiração para preencher três espaços em nosso corpo (diafragma, região peitoral e por entre as costelas), inspirávamos em três fases e expirávamos em três, sempre enchendo e esvaziando, depois ainda trabalhando a mesma respiração andamos pela sala e num passo mais adiante aliamos a respiração, ao caminhar e acrescentamos movimentos, pronto, nosso corpo e mente agora exerciam um processo fantástico. Veio então o “shake” proposto pelo Cadú, onde trabalhamos com o movimento do quadril isoladamente como se estivesse girando num “shake”, esse movimento foi então proposto para a parte de cima (região peitoral) isoladamente e em seguida trabalhamos com o “shake” subindo e descendo (quadril e peito), junto a isso acrescentamos um som para determinado “shake” (quadril = E; Peito = I; por exemplo) e depois começamos a explorar outras possibilidades de “shakes” em nosso corpo (mãos, braços, pescoço, dedos, etc:).
Agora, neste momento da aula, Rodrigo nos mostrou novamente o vídeo criado e reeditado por ele para usarmos no resultado final, todos acharam maravilhoso e dando seqüência, escrevi na lousa o que havíamos “determinado” no encontro anterior, ou seja, os passos que tínhamos pensado para compor nosso projeto de cena, daí veio a proposta de Cadú e Débora de apresentarmos o que estava pronto, mas de uma maneira diferente, foi traçado uma espécie de Y no chão, uma marcação com três espaços distintos onde possuíam o seguinte significado: Espera; Chegada e Encontro. E dentro desse espaço que iríamos apresentar o que foi composto por nós até o momento, com uma regra imposta (nenhum desses três espaços poderia fica vago em nenhum momento, teria que ter alguém ocupando sempre um dos espaços) e assim foi feito, durante longo tempo fomos improvisando, testando, brinca29 perceberam que o fim chegou.
Ao centro do círculo, professores-orientadores e alunos se reuniram para uma discussão desse trabalho de hoje, primeiramente Cadú e Débora expuseram o que viram aliando dicas valorosas e importantes e os alunos (atores e atrizes) intercalando com comentários sobre o feito. O que de mais importante foi tirado disso tudo e o que ficou nítido é que quando retornamos ao modelo “antigo” trabalhando a cena com estações a fluidez se deu muito melhor, também surgiram muitas coisas boas como (sensações, imagens, palavras, atrumo depois que continuei pesquisando nossa linha de início do trabalho que foi a música “Valsinha – Chico e Vinícius”, mas para fechar esse parênteses posso conferir que foi interessante essa sensação de recomumplicidade, de doação, de entrega e acima de tudo de AMOR.
Que relevem se por acaso esqueci algo, confesso que minha memória não é das melhores, mas o processo contínuo me faz ser um bom guardador de lembranças.

"Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!” (Miguel de Cervantes)

Bjão
Jó Bichara

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