SP Escola de Teatro – CEPECA (USP)
Técnicas Convergentes na Criação Cênica do Ator
Protocolo da aula do dia 02/09/2010
Autor: Jó Bichara
Nossa aula de hoje foi conduzida pelos Professores/Orientadores: Carlos Eduardo (Cadú) e pela Débora Zamarioli e nosso “start” inicial da aula foi um trabalho no chão proposta pela Débora, imaginamos uma estrela do mar (como desenho) e trabalhamos pensando em seis “pontas” para condução, ou seja, membros (pés e mãos) e uma linha que puxava do cóccix à cabeça, com isso fizemos com que nossos corpos se esticassem ao máximo e ao encolher, também encolhíamos ao máximo indo pra posição fetal, sempre trabalhando com a consciência da respiração (inspira e abre, expira e fecha) e usando ambos os lados (direito e esquerdo), ao decorrer, começamos a aumentar esse movimento tirando o corpo do chão usando nossos apoios e voltando para o chão e por conseguinte fomos avançando para outros planos (baixo, médio e alto), dando seguimento, passamos a trabalhar no plano alto mas agora com tempo, onde num tempo de seis nos expandíamos ao máximo e mais seis para nos retrairmos ao máximo, depois num tempo de dois para expandir e seis para retrair. Nesse momento nosso sistema endócrino parece que estava a todo vapor, os hormônios vibravam. Após, passamos a trabalhar com formas de vogais (a; i; u) onde nosso corpo seguia uma flexibilidade da boca, a vogal “A” por exemplo da uma precisão de cima e baixo, a vogal “I” de direita e esquerda e a vogal “U” de frente e trás, nesse exercício nosso corpo todo respondia conforme a vogal pronunciada (muito interessante – nosso corpo cênico).
Seguindo adiante, Cadú iniciou um processo de respiração, num momento em que utilizamos da respiração para preencher três espaços em nosso corpo (diafragma, região peitoral e por entre as costelas), inspirávamos em três fases e expirávamos em três, sempre enchendo e esvaziando, depois ainda trabalhando a mesma respiração andamos pela sala e num passo mais adiante aliamos a respiração, ao caminhar e acrescentamos movimentos, pronto, nosso corpo e mente agora exerciam um processo fantástico. Veio então o “shake” proposto pelo Cadú, onde trabalhamos com o movimento do quadril isoladamente como se estivesse girando num “shake”, esse movimento foi então proposto para a parte de cima (região peitoral) isoladamente e em seguida trabalhamos com o “shake” subindo e descendo (quadril e peito), junto a isso acrescentamos um som para determinado “shake” (quadril = E; Peito = I; por exemplo) e depois começamos a explorar outras possibilidades de “shakes” em nosso corpo (mãos, braços, pescoço, dedos, etc:).
Agora, neste momento da aula, Rodrigo nos mostrou novamente o vídeo criado e reeditado por ele para usarmos no resultado final, todos acharam maravilhoso e dando seqüência, escrevi na lousa o que havíamos “determinado” no encontro anterior, ou seja, os passos que tínhamos pensado para compor nosso projeto de cena, daí veio a proposta de Cadú e Débora de apresentarmos o que estava pronto, mas de uma maneira diferente, foi traçado uma espécie de Y no chão, uma marcação com três espaços distintos onde possuíam o seguinte significado: Espera; Chegada e Encontro. E dentro desse espaço que iríamos apresentar o que foi composto por nós até o momento, com uma regra imposta (nenhum desses três espaços poderia fica vago em nenhum momento, teria que ter alguém ocupando sempre um dos espaços) e assim foi feito, durante longo tempo fomos improvisando, testando, brinca29 perceberam que o fim chegou.
Ao centro do círculo, professores-orientadores e alunos se reuniram para uma discussão desse trabalho de hoje, primeiramente Cadú e Débora expuseram o que viram aliando dicas valorosas e importantes e os alunos (atores e atrizes) intercalando com comentários sobre o feito. O que de mais importante foi tirado disso tudo e o que ficou nítido é que quando retornamos ao modelo “antigo” trabalhando a cena com estações a fluidez se deu muito melhor, também surgiram muitas coisas boas como (sensações, imagens, palavras, atrumo depois que continuei pesquisando nossa linha de início do trabalho que foi a música “Valsinha – Chico e Vinícius”, mas para fechar esse parênteses posso conferir que foi interessante essa sensação de recomumplicidade, de doação, de entrega e acima de tudo de AMOR.
Que relevem se por acaso esqueci algo, confesso que minha memória não é das melhores, mas o processo contínuo me faz ser um bom guardador de lembranças.
"Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!” (Miguel de Cervantes)
Bjão
Jó Bichara
Técnicas Convergentes na Criação Cênica do Ator
Protocolo da aula do dia 02/09/2010
Autor: Jó Bichara
Nossa aula de hoje foi conduzida pelos Professores/Orientadores: Carlos Eduardo (Cadú) e pela Débora Zamarioli e nosso “start” inicial da aula foi um trabalho no chão proposta pela Débora, imaginamos uma estrela do mar (como desenho) e trabalhamos pensando em seis “pontas” para condução, ou seja, membros (pés e mãos) e uma linha que puxava do cóccix à cabeça, com isso fizemos com que nossos corpos se esticassem ao máximo e ao encolher, também encolhíamos ao máximo indo pra posição fetal, sempre trabalhando com a consciência da respiração (inspira e abre, expira e fecha) e usando ambos os lados (direito e esquerdo), ao decorrer, começamos a aumentar esse movimento tirando o corpo do chão usando nossos apoios e voltando para o chão e por conseguinte fomos avançando para outros planos (baixo, médio e alto), dando seguimento, passamos a trabalhar no plano alto mas agora com tempo, onde num tempo de seis nos expandíamos ao máximo e mais seis para nos retrairmos ao máximo, depois num tempo de dois para expandir e seis para retrair. Nesse momento nosso sistema endócrino parece que estava a todo vapor, os hormônios vibravam. Após, passamos a trabalhar com formas de vogais (a; i; u) onde nosso corpo seguia uma flexibilidade da boca, a vogal “A” por exemplo da uma precisão de cima e baixo, a vogal “I” de direita e esquerda e a vogal “U” de frente e trás, nesse exercício nosso corpo todo respondia conforme a vogal pronunciada (muito interessante – nosso corpo cênico).
Seguindo adiante, Cadú iniciou um processo de respiração, num momento em que utilizamos da respiração para preencher três espaços em nosso corpo (diafragma, região peitoral e por entre as costelas), inspirávamos em três fases e expirávamos em três, sempre enchendo e esvaziando, depois ainda trabalhando a mesma respiração andamos pela sala e num passo mais adiante aliamos a respiração, ao caminhar e acrescentamos movimentos, pronto, nosso corpo e mente agora exerciam um processo fantástico. Veio então o “shake” proposto pelo Cadú, onde trabalhamos com o movimento do quadril isoladamente como se estivesse girando num “shake”, esse movimento foi então proposto para a parte de cima (região peitoral) isoladamente e em seguida trabalhamos com o “shake” subindo e descendo (quadril e peito), junto a isso acrescentamos um som para determinado “shake” (quadril = E; Peito = I; por exemplo) e depois começamos a explorar outras possibilidades de “shakes” em nosso corpo (mãos, braços, pescoço, dedos, etc:).
Agora, neste momento da aula, Rodrigo nos mostrou novamente o vídeo criado e reeditado por ele para usarmos no resultado final, todos acharam maravilhoso e dando seqüência, escrevi na lousa o que havíamos “determinado” no encontro anterior, ou seja, os passos que tínhamos pensado para compor nosso projeto de cena, daí veio a proposta de Cadú e Débora de apresentarmos o que estava pronto, mas de uma maneira diferente, foi traçado uma espécie de Y no chão, uma marcação com três espaços distintos onde possuíam o seguinte significado: Espera; Chegada e Encontro. E dentro desse espaço que iríamos apresentar o que foi composto por nós até o momento, com uma regra imposta (nenhum desses três espaços poderia fica vago em nenhum momento, teria que ter alguém ocupando sempre um dos espaços) e assim foi feito, durante longo tempo fomos improvisando, testando, brinca29 perceberam que o fim chegou.
Ao centro do círculo, professores-orientadores e alunos se reuniram para uma discussão desse trabalho de hoje, primeiramente Cadú e Débora expuseram o que viram aliando dicas valorosas e importantes e os alunos (atores e atrizes) intercalando com comentários sobre o feito. O que de mais importante foi tirado disso tudo e o que ficou nítido é que quando retornamos ao modelo “antigo” trabalhando a cena com estações a fluidez se deu muito melhor, também surgiram muitas coisas boas como (sensações, imagens, palavras, atrumo depois que continuei pesquisando nossa linha de início do trabalho que foi a música “Valsinha – Chico e Vinícius”, mas para fechar esse parênteses posso conferir que foi interessante essa sensação de recomumplicidade, de doação, de entrega e acima de tudo de AMOR.
Que relevem se por acaso esqueci algo, confesso que minha memória não é das melhores, mas o processo contínuo me faz ser um bom guardador de lembranças.
"Ah, memória, inimiga mortal do meu repouso!” (Miguel de Cervantes)
Bjão
Jó Bichara
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