Galera, segue:
PROTOCOLO DA AULA DO DIA 27 DE MAIO DE 2010
TÉCNICAS CONVERGENTES PARA CRIAÇÃO CÊNICA DO ATOR – SP ESCOLA DE TEATRO CEPECA
Escrito por: Jó Bichara
Uma aula com muitos “faltantes”, entre os presentes estávamos em cinco pessoas, mas posso dizer que a energia foi tão boa, o comprometimento de todos foi intenso que a aula correu maravilhosamente bem.
Trabalhamos com a “mestra” Rejane Arruda “O Jogo dos Anteparos: uma intersecção metodológica”; no início abordamos um bate-papo a respeito das propostas desenvolvidas e como na música do Teatro Mágico: “Tem horas que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só”?!; começamos a perguntar e responder o que nos refletia por dentro e num jogo de entendimento junto a Rejane muitos conceitos, técnicas, tendências e probabilidades foram esclarecidas, posso destacar assuntos como: Temática desse curso (que por sinal é curto, temos que aproveitar ao máximo); Anteparos; Ligação das pesquisas propostas pelos coordenadores; Calendário, dentre muitas outras coisas, foi um momento muito BOM e GOSTOSO onde numa roda pudemos conversar e trazer a tona tudo que se faz pertinente nesse curso. Após esses esclarecimentos, discutimos um pouco sobre a “VALSINHA”, colocamos nossos olhares a respeito dessa música (afinal, ela nos guiará nessa jornada) e EU disse que a música havia uma história (todos podem observar no e-mail anterior que enviei ao “grupo” onde anexei a conversa do Chico Buarque com Vinícius de Moraes a respeito da música Valsinha e também postei no Blog do grupo) foi a partir de então que demos o START para nosso trabalho.
Todos passaram a ter em mente uma criação de personagem remetida a VALSINHA e jogando com ANTEPAROS, para tal criação foi usado experimentos das aulas passadas (Laura Lucci, Cadú e Eduardo de Paula), surgiram daí uma “Mulher Bêbada”; um “Marido Arrasado”; uma “Mulher à Espera”; um “Senhor de Idade” e um “Homem Boêmio” todos constituídos a partir de exercícios anteriores e paltados em anteparos, tais como: carta; chapéu, sapato, dominó, guarda chuva, cigarro, bacia, palavras, imagens, etc:. Com essas idéias em mente, partimos para a constituição, foi nos dado um tempo mínimo e através desse tempo, montamos cenas para apresentar. Joaquim Antônio disse uma vez que “No Teatro o homem encontrou um meio não de ser outro, mas de poder realmente ser ele mesmo”. Assim sendo, procurei trazer a verdade dentro de mim, me senti como a mim mesmo encenando um pequeno momento de vida.
Foi assim que todos fizemos, cada um retratando de uma maneira diferente seus personagens, suas idéias e seus anteparos, mas que se paramos pra olhar melhor, tudo se une, tudo vem de encontro a uma mesma história, quando todos já se apresentaram, sentamos com a Rejane e mais uma vez colocamos na pauta tal experimento e confesso que um turbilhão de idéias positivas se fundiram, conseguimos enxergar muitas ligações entre pessoas e personagens, saímos mais uma vez estusiasmados e com a certeza de que demos mais um passo no nosso “arquivo” profissional.
Assim finalizamos mais um encontro, mais uma aula, mais uma confraternização, tenho certeza que estamos nos alimentando desse alimento sadio que é o TEATRO, e que tenhamos uma excelente digestão.
terça-feira, 1 de junho de 2010
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